História e Lendas

A História

Tavira sofreu ocupações de vários povos, como gregos e túrdulos, que aqui chegaram pelo mar. No início do século VIII esta terra algarvia foi pisada pelos romanos, que nos deixaram marcas comprovativas da sua passagem.

Da época árabe registam-se alguns vestígios arqueológicos e é provável que no Alto de Santa Maria, no local onde hoje se localiza a Igreja Matriz, se situasse a Mesquita Maior, templo dos crentes de Alá. 

Nesta altura, pelas mãos dos árabes, foi iniciada a urbanização do alto de S. Francisco.

Em 11 de Junho de 1242, as tropas de D. Paio Peres Correia conquistaram este centro urbano aos árabes e nesse ano foi criada a freguesia de Santa Maria, tendo por padroeira Nossa Senhora da Assunção. Pouco tempo depois, em 1266, foi concedido foral de vila.

No decorrer dos séculos, Tavira tornou-se um centro de actividades comerciais, recebendo navios de diversas origens que aqui vinham comprar, entre muitos outros produtos, sal, peixe seco, alfarroba, vinho, fruta e diversos produtos agrícolas.

Na época da expansão marítima e dos Descobrimentos, mais precisamente no ano de 1425, as caravelas de D. João I que tinham partido à conquista de Ceuta aportaram em Tavira.

Tavira foi elevada a cidade em 1520 por D. Manuel I, que também lhe concedeu o segundo foral, por ser o principal porto comercial e o principal aglomerado populacional do Algarve.

Com o abandono das praças de África, a mudança dos mercadores e homens ricos para Sevilha perante as novas perspectivas do comércio com as Índias ocidentais, o assoreamento do rio e o aumento da tonelagem das embarcações, a actividade portuária acabou por se reduzir, contribuindo para a estabilização da população.

As funções de Tavira ficavam então muito limitadas às pescas, às salinas e à agricultura, com as produções tradicionais da exportação. A cidade perdeu o seu bulício de outrora, estagnou por longos anos em termos económicos, demográficos e físicos. O crescimento urbano posterior ao século XVI e até meados do século XIX apenas teve expressão na ribeira e nos quarteirões da margem direita do rio e foram edificadas uma série de construções notáveis, que actualmente são parte integrante dos seus valores patrimoniais.

As Lendas

Lenda da Moura do Castelo

Pensa-se que este romance é alusivo a uma muito arreigada crença, de que na Cidadela mourisca da Cidade de Tavira, reedificada em 1331 por El rei, D. Dinis da meia-noite da véspera para a madrugada do dia de São João, aparece sobre o terrado da muralha uma formosa Moura, requerendo de amores um cavaleiro que possa quebrar-lhe o encanto; e esta posso dizer é uma das tradições algarvias que mais de perto conheço, pois que dela ouvi sempre falar.

Ainda hoje a vigília de São João, é muito festejada em Tavira e quando o relógio da cidade bate meia-noite, ninguém deixa de lembrar-se da Moura encantada que vai surgir dos muros do Castelo de Santa Maria. No tempo em que D. Paio Peres Correia tomou posse do Castelo de Tavira, era seu principal senhor, como já dissemos, Aben Fabilla, e muitos sustentam embora a lenda nada afirme, que a Moura do Castelo era filha deste Senhor e quando D. Paio invadiu Tavira para a conquista por vingança dos sete cavaleiros Aben Tabilla encantou sua filha para que os soldados não abusassem dela esperando mais tarde entrar vitorioso na Vila. E não eram infundados estas esperanças porque a história nos ensina que diversas vilas algarvias entravam e saíam da Coroa Portuguesa por diversas vezes nesse tempo. E assim formando a Lenda de que a Moura era filha do Rei de Tavira, vamos transcrever do Romanceiro do Estácio da Veiga a Lenda em verso.

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